O Movimento por uma Inclusão Efetiva (MIE)
No passado dia 24 de setembro, a frente do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em Lisboa, encheu-se de vozes que recusam ficar em silêncio. O Movimento por uma Inclusão Efetiva (MIE), formado por pais e encarregados de educação, organizou a “Manif Inclusão”, um protesto que pretende denunciar algo que muitos já sabem mas poucos enfrentam: a legislação de educação inclusiva em Portugal continua a ser letra morta para demasiadas crianças. Os motivos da manifestação são claros: o incumprimento dos direitos das crianças com deficiência e necessidades especiais, a falta de acompanhamento real nas escolas e a ausência de responsabilização das entidades que deviam garantir que o Decreto-Lei 54/2018 não ficasse apenas no papel. O Movimento por uma Inclusão Efetiva exige um plano concreto de monitorização e avaliação. Nos últimos anos, o Movimento por uma Inclusão Efetiva já levou ao Parlamento 12 projetos de lei para melhorar a inclusão, mas só três passaram no crivo político. Além disso, tem promovido encontros com governantes e manifestações para lembrar que as crianças não podem continuar a ser tratadas como notas de rodapé num relatório ministerial. A palavra de ordem é simples: inclusão efetiva já. Porque cada ano perdido é uma oportunidade roubada às crianças e às famílias que não desistem de exigir o que devia ser óbvio, educação digna e igual para todos.
FG

