Bullying em Modo Avião
Escolas dizem “não” ao ecrã e “sim” ao respeito
Imagine uma sala de aula sem toques, notificações ou aquele aluno a fazer scroll como se estivesse num aeroporto à espera do voo. Pois é, algumas escolas decidiram cortar o mal pela raiz proibiram o uso do telemóvel e os resultados já estão à vista, menos bullying, menos indisciplina, mais… atenção. Quem diria?
Segundo uma reportagem da SIC Notícias, os dados recolhidos este ano lectivo mostram que os estabelecimentos de ensino que optaram por banir os telemóveis nas salas (e em muitos casos, também nos intervalos) estão a colher frutos bastante positivos. Nada de apps milagrosas ou programas milionários.
“Nós já anunciámos, está no programa eleitoral e no programa de Governo, que pretendemos instituir a proibição. O ano passado fizemos a recomendação da proibição, preparamos a proibição para o primeiro e para o segundo ciclo, independentemente da natureza da instituição, por isso, ao público e ao privado” – Fernando Alexandre, Ministro da Educação.
O Ministério da Educação revelou que 9 em cada 10 agrupamentos escolares implementaram medidas para limitar ou proibir o uso de telemóveis. E adivinhem? As queixas de mau comportamento e bullying diminuíram. Sim, parece que quando os olhos saem dos ecrãs, começa a haver mais empatia… ou pelo menos menos vídeos de colegas a serem humilhados nas redes sociais.
Não se trata de demonizar a tecnologia até porque há professores incríveis a usarem tablets e plataformas digitais com criatividade e impacto. Mas há uma diferença entre aprender com tecnologia e estar agarrado ao TikTok durante a aula de Matemática.
Mais do que uma questão de disciplina, este movimento é sobre criar espaços seguros, onde a atenção está voltada para o outro, para a comunidade, para o agora. Onde se volta a conversar cara a cara, sem filtros nem hashtags. Onde o recreio volta a ser palco de jogos, gargalhadas e, quem sabe, até de amizade.
Num mundo onde muitos miúdos vivem colados ao telemóvel desde os 5 anos, estas medidas mostram que é possível reeducar hábitos. Não se trata de voltar à idade da pedra, trata-se de usar o bom senso para garantir que as escolas são lugares onde se cresce com respeito e não com likes.

